terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Anima Forum 2011


As palestras e mesas redondas que aconteceram no Anima Forum 2011 estão disponíveis!

Mesa Redonda - PPAs - Parcerias Público-Animadas

Uma avaliação das ações dos órgãos governamentais na promoção e incentivo da produção de animação brasileira. Uma parceria que transformou radicalmente o cenário nacional, colocando a animação brasileira na TV e invertendo um fluxo histórico: não exportamos mais animadores e sim animação brasileira.


Participantes - Ana Paula Santana (MinC/SAV), Julia Levy (SEC-RJ), Sérgio Sá Leitão (RioFilmes), Felipe Tavares (ABCA), Marco Altberg (ABPITV/BTVP), Patrícia Vieira Machado Alexandre (BNDES)
Moderador - Aida Queiroz (Anima Mundi).


Mesa-redonda - Animação para Exportação

No amplo mas competitivo mercado internacional de animação, exportar é uma necessidade que muitas vezes garante a sobrevivência dos estúdios.  Como se estruturar para enfrentar as demandas do mercado, como garantir a continuidade da produção de modo a garantir o uso da plena capacidade desta estrutura são tópicos que serão abordados pelos participantes desta mesa.
Participantes - Becky Bristow, Kevin Geiger (presidente & CEO da Magic Dumpling Entertainment), Wen Feng (VP de Criação da Magic Dumpling Entertainment), Reynaldo Marchezini (CEO da Flamma Films)


Palestra - Concepção e Desenvolvimento de Projetos de Longa-metragem.  

John Donkin e Bruce Anderson, produtores do filme "RIO", conversarão com os participantes do fórum sobre a concepção e o desenvolvimento de projetos de longa-metragem.
Participantes - John Donkin, Bruce Anderson  (Blue Sky) 


Palestra - "RIO" Quadro a Quadro

Carlos Saldanha vai compartilhar com o público profissional os detalhes de cada etapa do processo de produção do longa-metragem que ele dirigiu desde a primeira ideia até às estreias internacionais. Como se produz uma grande produção de sucesso internacional? Como estruturar o projeto para realizá-lo?  
Carlos Saldanha, idealizador e diretor do longa-metragem "RIO".


Palestra - Portifólio - Quanto Vale o seu Trabalho?

Apresentação da ABCA - Associação Brasileira de Cinema de Animação. Além de apresentar suas atividades e conquistas, os integrantes da ABCA vão discutir tópicos como estruturação da atividade e da carreira, tabela salarial, posicionamento no mercado, banco de empregos, etc.
Participantes - Felipe Tavares (ABCA), Fábio Yamaji, Alan Camilo.
Moderador - Andrés Lieban (2D Lab)


Palestra - Anima Escola 10 anos

Apresentação do projeto que há uma década vem introduzindo a linguagem da animação nas escolas.  O Anima Escola já capacitou mais de mil professores da rede pública carioca para criar e produzir animações com seus alunos, incorporando novas possibilidades à prática pedagógica.  Ao longo do projeto, o professor cria roteiros, storyboards e animações em diversas técnicas. Além disso, aprende a operar equipamentos e o software livre (MUAN), desenvolvido especialmente para o projeto. Com a linguagem da animação é possível trabalhar conteúdos curriculares e incentivar nos alunos o desenvolvimento de habilidades e competências próprias da arte de animar: concentração, planejamento, abstração e comunicação.
Participantes - Marcos Magalhães (Anima Mundi), Simone Monteiro (SME), Joyce Prado (IBM), Amália Araújo (CIEP Presidente Agostinho Neto)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Lista de vencedores Anima Mundi 2011 - São Paulo

PRÊMIO NÚCLEO DE ANIMAÇÃO DE CAMPINAS

Melhor Curta de Estudante Brasileiro












OBSOLETO de Leandro de Souza Henriques; Victor Mendonça dos Santos; Heitor Mendonça dos Santos (Brasil) - Curtas 4

FESTIVAL ANIMA MUNDI – JÚRI POPULAR DE SÃO PAULO

Melhor Longa-metragem infantil













1º lugar - O LINCE PERDIDO de Raul García (Espanha)
2º lugar - CORAÇÃO E APETITOSO de Masaya Fujimori (Japão)
3º lugar - A LUZ DO RIO de Tetsuo Hirakawa (Japão)

Melhor Curta de Estudante













1º lugar - CHYBICKA SE VLOUDI de Aneta Kýrová (República Tcheca) - Curtas 7
2º lugar - LE ROYAUME de Nuno Alves Rodrigues; Oussama Bouacheria; Julien Cheng; Sébastien Hary; Aymeric Kevin; Ulysse Malassagne; Franck Monier (França) - Curtas 1
3º lugar - HAMBUSTER de Paul Alexandre; Dara Cazamea; Maxime Cazaux; Romain Delaunay; Laurent Monneron (França) - Curtas 13

Melhor Curta Infantil











1º lugar - ORMIE, O PORQUINHO de Rob Silvestri (Canadá) - Infantil 4
2º lugar - FISGADO de Friedl Jooste (África do Sul) - Infantil 2
3º lugar - A PONTE de Ting Chian Tey (Estados Unidos) - Infantil 2

Melhor Curta Brasileiro













1º lugar - BOMTEMPO de Alexandre Dubiela (Brasil) - Curtas 3
2º lugar - O CÉU NO ANDAR DE BAIXO de Leonardo Cata Preta (Brasil) - Curtas 9
3º lugar - FURICO & FIOFÓ de Fernando Miller (Brasil) - Curtas 6

Melhor Curta














1º lugar - VICENTA de Sam Orti (Espanha) - Curtas 12
2º lugar - THE SAGA OF BIÔRN de Benjamin Kousholt (Dinamarca) - Curtas 7
3º lugar - FLY de Alan Short (Reino Unido) - Curtas 8

domingo, 31 de julho de 2011

Dicas animadas para o domingo (31)

Infelizmente chegou a hora! Último dia do Anima Mundi São Paulo 2011. Esperamos que vocês tenham aproveitado bastante e se divertido muito. A saudade vai bater, mas ano que vem nós voltamos com tudo para a edição de 20 anos do Festival! Mas calma que ainda não é hora de expectativa, a programação do dia está incrível e ainda tem muito para animar! Confiram as dicas e divirtam-se.

Para quem quer chegar cedo e já conferir filmes legais a dica é a Galeria Animada! Um espaço diferente montado no Centro Cultural do Banco do Brasil. De 10h as 20h você pode conferir uma coletânea de curtas incríveis. Eles são todos marcados pela iniciativa de ruptura e inovação em linguagem, estética e técnica. Vale à pena conferir esses vanguardistas do mundo da animação! São 20 produções que podem ser vistas a qualquer hora do dia. Além disso, às 18h30 é exibido o praticamente artesanal longa-metragem colombiano Los Extraños Presagios de Léon Prozak. Saiba mais sobre a Galeria aqui e se prepare para novas experiências!

Destaque para a programação de hoje no Memorial 3! Às 13h30 tem a sessão Portfólio e logo mais à 16h30 tem a mostra especial com animações chilenas, a Chilemonos! Não deixe de prestigiar um trabalho tão incrível. Esperamos que agora as produções chilenas sejam cada vez mais presentes no nosso festival! A França por sua vez é figurinha carimbada no Anima Mundi. O que não é nenhuma coincidência, eles arrasam mesmo no mundo da animação. Então não perca Chronopolis às 21h30 e para quem ainda não viu La Planète Sauvage, que passa às 19h no CCBB Cinema. Encerre o dia com o doce e sensual Chico & Rita, dirigido por Fernando Trueba e desenhado por Xavier Mariscal.

Mas os holofotes estarão voltados para o Memorial 1! E não é para menos. Às 18h começa a única sessão da mostra especial de 25 anos de uma das maiores empresas de animação do mundo, a Pixar! As animações da Pixar vêm fazendo parte da vida de crianças e adultos no mundo inteiro nesse último um quarto de século. Essa sessão não só representa a história desse importante estúdio, como exibe o próprio processo de crescimento da indústria de animação gráfica.

A Pixar é um estúdio especializado em alta tecnologia para computação gráfica. Eles não só fazem a animação, como criam as ferramentas digitais para desenvolvê-las. Mas houve uma época em que esse equilíbrio não existia. Inicialmente, a companhia pertencia a George Lucas, o famoso diretor da saga Guerra nas Estrelas. Lucas estava muito mais interessado em desenvolver tecnologias de computação gráfica que pudesse vender para grandes estúdios, como a Disney. Por um longo tempo, a empresa desenvolveu apenas programas computador. As vendas não estavam crescendo e aproveitando-se disso alguns dos funcionários viram a oportunidade de fazer o que eles realmente queriam: animação. John Lasseter era um deles. Graduado em Cal Arts, seu maior sonho era desenvolver a animação digital. Ele encontrou um jeito de animar, sem desobedecer ao chefe: o primeiro curta, Luxo Jr., funcionava perfeitamente como protótipo a ser apresentado a compradores em potencial.

Em 1986, a companhia foi comprada por ninguém menos do que Steve Jobs e rebatizada de Pixar, um neologismo referente à ação de colocar pixels. Mas nem mesmo o dono da Apple pode fazer com que a empresa saísse do buraco econômico. Talvez porque ele também estivesse tentando ganhar dinheiro com o produto errado, uma vez que os filmes de animação ainda não eram tidos como comercialmente interessantes. Em 1991, a companhia quase foi vendida porque Jobs estava gastando dinheiro demais com ela. As coisas só começaram a mudar quando foi firmado um contrato de vinte e seis milhões de dólares com a Disney para a produção de três longas-metragens animados no computador. Toy Story, o primeiro longa feito por computação gráfica da história, foi lançado em 1995, marcando a data em que a Pixar começaria a se tornar a gigante que é atualmente, ganhadora de Oscars, Grammys e Globos de Ouro. Com o sucesso de Toy Story, as portas finalmente se abriram para a animação em CG e a indústria começou a crescer rapidamente. Podemos ver então que a Pixar não é só mais uma companhia. Ela carrega em sua origem a primeira semente do sonho de se criar uma indústria de animação por computação gráfica e com a perseverança de seus funcionários esse sonho tornou-se uma fantástica realidade.

Os catorze curtas da mostra permitem que o espectador dê um mergulho nas agradáveis memórias de infância. Nós trouxemos filmes bem do começo, como Luxo Jr., o primeiro episódio da vida da pequena luminária que se tornou o maior símbolo da empresa e o primeiro filme da companhia a ganhar um Oscar, Red’s Dream. A mostra também traz produções recentes, como Dia e Noite. O curta foi produzido em 2010 e distribuído para ser exibido logo antes do filme Toy Story 3 em salas de cinema do mundo inteiro. Dia e Noite é diferente de tudo o que a Pixar já produziu anteriormente, especialmente por ter sido criado a partir da mistura de técnicas em 2D e 3D. Mesmo quando eles não estão usando tecnologias mais avançadas disponíveis, a Pixar continua incrível. Mas a grande surpresa é que trouxemos dois curtas nunca antes exibidos: Hawaiian Vacation, um hilário episódio das férias frustradas de Ken e Barbie, e o delicado La Luna, que fala sobre os primeiros passos de um menino na vida adulta. Os filmes da Pixar continuam a encantar crianças e adultos com suas histórias e esperamos que se mantenha assim pelos próximos 25 anos também. E quando o dia chegar, aposto que eles já estarão fazendo filme em 4D!

Depois de assistir os curtas da Pixar, começa às 20h sessão de Premiação e exibição dos filmes vencedores. Um momento de alegria e ao mesmo tempo despedida. Para quem não conseguir ingresso para a primeira, pode ainda conferir os filmes vencedores na segunda sessão, mas sem a entrega dos prêmios. Hoje à noite nós postaremos o resultado da competição! Esperamos que vocês aproveitem bastante a animação deste domingo!

sábado, 30 de julho de 2011

Dicas animadas para o sábado (30)

Fim de férias, final de semana, o destino é certo: Anima Mundi! Espalhadas em dez salas de cinema por toda a cidade, as animações trazem alegria para os mais variados gostos e tamanhos. Dá para curtir em amigos, em família ou em casal, o importante é só se divertir. O Anima Mundi é feito para o público e só cumpre sua função quando desperta sorrisos em seus espectadores. Confira as dicas da programação de hoje e venha animar conosco!

Para a criançada que esperou ansiosamente o final de semana chegar, a programação está incrível. Os pais que se preparem, porque os pequenos não vão querer ir embora! Além dos filmes do Futuro Animador, hoje tem O Lince Perdido às 13h30, no Espaço Unibanco 1 e tem dobradinha infantil na Livraria da Cultura 1: às 15h tem o longa-metragem A Luz do Rio que conta a história de uma família de ratinhos. Eles perderam sua casa na floresta em função de uma construção imobiliária e precisam iniciar uma jornada para encontrar um novo lar. No filme, vemos o ambiente urbano retratado de forma interessante a partir do ponto-de-vista dos bichinhos. E logo depois tem Shaun the Sheep! Hoje às 17h e amanhã às 16h são as últimas oportunidades para gargalhar com essa incrível ovelha, ambas no Memorial 1.

Além dos longas e das mostras especiais, você e sua família ainda podem conferir os curtas infantis, distribuídos em todas as salas de cinema. Tem sessão às 13h na Livraria Cultura 1 e às 15h no CCBB Cinema, no Memorial 2 e no Espaço Unibanco 1. É só escolher o que for mais perto da sua casa e reunir a turma!

Para quem perdeu a mostra especial David Daniels + Carlos Saldanha tem hoje de novo e em dois lugares para não ter erro! Às 21h passa no Espaço Unibanco 1 e às 21h30 no Memorial 3. Outro artista que marcou o Anima Mundi de 2011 foi Ryan Woodward. Ele deu uma masterclass sobre desenho em storyboard no Anima Fórum deste ano e emocionou a todos com o seu curta Thought of You. Confira aqui a palestra do desenhista e não deixe de assistir esse belíssimo filme em tela grande, na sessão Curtas 1 que passará hoje às 16h no Memorial 1 e às 22h no Espaço Unibanco 3.

Na sessão Portfólio você confere os melhores filmes produzidos por encomenda: campanhas publicitárias e clipes de música estão entre as peças. Para quem está entrando no mercado é uma ótima dica para já ir descobrindo como se sustentar financeiramente nesse meio. Essa categoria não é analisada pelo Júri Popular, só um Júri Profissional composto de publicitários, animadores e muitos outros profissionais do meio da comunicação e da animação. Esse ano eles elegeram o clipe animado Lose This Child, uma incrível animação toda feita com a construção de figuras de areia que se movimentam sob a luz da lua. O grupo musical que canta é a banda Eatliz e o clipe foi dirigido pelos ganhadores do Grammy Yuval & Merav Nathan. Boa música e animação fascinante! Outro filme que merece destaque é Ode to a Post-it Note, feito para uma campanha dos famosos papeizinhos de lembrete da empresa 3M. No filme uma folha solitária de Post-it resolve procurar seu “pai” e criador. Estrelando ninguém menos do que Arthur Fry, inventor do Post-it! Hoje tem sessão Portfólio às 16h na Livraria Cultura 2 e amanhã temos a última exibição, às 13h30 no Memorial 3.

Animação em sala de aula!

Hoje nós daremos um destaque todo especial às sessões não competitivas e falaremos um pouco das mostras Futuro Animador e Animação em Curso. As duas mostras representam diferentes comprovações da presença e relevância da animação para a educação, seja para a formação e aperfeiçoamento profissional, ou para a inserção desta linguagem em iniciativas pedagógicas em escolas da educação básica formal.

Na mostra Futuro Animador podemos ver curtas feitos por crianças de vários lugares do Brasil e do mundo que começam a dar seus primeiros passos no mundo animado, experimentando linguagens e se divertindo, em casa ou no colégio.A mostra é composta de três sessões diferentes, começando a partir de 13h30 no Auditório do CCBB. Futuro Animador 1 e 2 trazem trabalhos de crianças e adolescentes da Argentina, do Brasil e até de Portugal. A sessão Futuro Animador 3 está repleta de curtas feitos por jovens e adultos, mas que estão tendo também o primeiro contato com a animação, como é o caso de professores e educadores que participam de cursos como os do nosso projeto Anima Escola, que comemora 10 anos . Não deixe de prestigiar esse trabalho incrível. Aposto que daqui a alguns anos veremos essa galerinha no Papo Animado ou nas Masterclasses.

Já nas sessões de Animação em Curso, vemos projetos desenvolvidos por alunos em escolas especializadas de animação, que são as principais representantes atuais do processo de expansão do know-how animado. Algumas destas instituições de ensino, no exterior e no Brasil, disponibilizam as mesmas ferramentas tecnológicas que os grandes estúdios comerciais. Quando não existiam, a produção de filmes com pesquisas de técnicas linguagens ficava praticamente restrita à animação independente, surgida da iniciativa do artista. O surgimento desses novos espaços de ensino permitem a produção de filmes de alta qualidade técnica, mas que não estão submetidos a imperativos comerciais. Uma mudança estrutural como essa é extremamente importante para garantir o desenvolvimento de novas linguagens e possibilitar a exploração de temáticas diferentes. Alguns filmes feitos em escolas internacionais participam em pé de igualdade com filmes de grandes estúdios ou autores consagrados em festivais de animação ou em prêmios como o Oscar! No Animação em Curso estão alguns destes trabalhos, além dos filmes de estudantes participantes das sessões competitivas de curtas-metragens.

Você pode conferir o trabalho desses animadores em curso hoje no Memorial 3. Ao meio dia passa Curso 3 e às 19h30 passa Curso 1. Também tem Animação em Curso no CCBB Cinema às 17h, na mostra Curso 2. Abaixo você confere alguns destaques.

Chernokids
Curso 1 - França

Num orfanato na Ucrânia, as crianças se preparam para o Dia das Mães. A mãe deles é a usina nuclear Chernobil...





Brincando com Fantasmas
Curso 2

Amy, de apenas cinco anos, divide com a mãe o luto pela morte do pai. A mãe se afunda em solidão, lutando para manter a rotina. Amy procura uma fuga por meio da magia.





Condamné à Vie
Curso 3 - Bélgica

Charles Bonnemort descobre sua imortalidade após tentar se matar.





sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mostra especial filmes de terror!

A sexta-feira não é 13, mas o dia é de terror! O Anima Mundi preparou uma sessão de curtas assustadores para os corajosos. As produções vieram da França, Coreia do Sul, Dinamarca, Itália, Reino Unido, Estados Unidos e Singapura. Você pode conferi-los na sessão Curtas 13 (próprio não?) às 20h, no Memorial 1 ou esperar até a calada da noite, para dar ainda mais medo, e assistir às 22h no Espaço Unibanco 3 e na Livraria Cultura 2. Cheque os destaques da mostra e na hora do filme não vale fechar os olhos!

The Backwater Gospel

Um incrível retrato sobre uma das emoções mais naturais do ser humano: o medo da morte. No filme, Coveiro e Morte caminham sobre a mesma sombra e a chegada desta escuridão desperta os sentimentos mais profundos dos fiéis de Backwater. O roteiro conduz o espectador de forma sutil, porém tensa, e a arte do filme é muito bem desenhada.


Hambuster e Junk

Em Hambuster, um homem é atacado pelo próprio almoço. Uma metáfora sobre a péssima alimentação moderna? Tecnicamente bem feito e levemente perturbador. E parece que a comida é realmente um dos principais vilões atualmente. A temática aparece também no filme Junk, cujo foco é a obsessão por alimentos pouco saudáveis (os verdadeiros vilões, só que da balança!)


Metachaos

Quando duas realidades opostas se encontram e se misturam, o caos se implanta. O curta, feito a partir de técnicas mistas de animação, é esteticamente rico e preenchido com elementos futuristas e obscuros que instalam rupturas
caóticas em quem assiste. As imagens tem um apelo visual que vale a pena conferir.

Dicas animadas para a sexta (29)

Infelizmente acabaram-se os Papos Animados, mas ainda tem muita animação para os próximos dias. Shinichiro Watanabe marcou pela habilidade de unir diferentes elementos e compor animações incríveis que não te permitem desgrudar o olho da tela. David Daniels impressionou a todos pela genialidade do Strata Cut. Pensar na mesma freqüência que ele é realmente um desafio.

Para quem quer saber mais sobre esses dois grandes artistas ou para quem perdeu a oportunidade de papear com eles, a dica do dia é conferir as mostras especiais! Às 19h tem Cowboy Bebop – O Filme no Memorial 2 e às 21h tem a mostra com vários filmes de Shinichiro, na Livraria Cultura 1. Já para os aficionados pela animação em massinha, daqui a pouco ao meio-dia rola a mostra especial David Daniels + Carlos Saldanha no Memorial 1.

Infelizmente Carlos Saldanha, criador de Rio, não pode ir a São Paulo, mas vocês podem dar uma conferida nos quatro curtas da sessão: Time For Love, feito ainda na faculdade, um pedaço hilário do filme Joe e as Baratas, o incrível Gone Nutty, que competiu ao Oscar e abriu muitas portas para o estúdio de Saldanha e o comercial Big Deal da Bell Atlantic. Claro que só isso não vai matar a curiosidade dos fãs do artista, então a dica é conferir a entrevista com Carlos e saber tudo o que rolou no Papo Animado no Rio.

Para a criançada os destaques de hoje são os longas Coração e Apetitoso que passa às 16h na Livraria Cultura 2 e o incrível Sonhos Roubados, que pode ser visto às 17h no Memorial 2.

E hoje é o último dia para conferir a performance de Miwa Matreyek. As três sessões marcdas para essa sexta acontecem no Memorial da América Latina, começando às 18h30, 19h30 e 20h30. Não deixe de entrar nesse mundo de ilusão e magia!

Um ótimo dia de festival!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dicas animadas para a quinta (28)

O dia em São Paulo está repleto de animação. Uma verdadeira maratona espera os apaixonados pelo Anima Mundi. E é bom correr porque domingo a magia já acaba. Hoje é o último dia para conferir o longa-metragem convidado Morte e Vida Severina em Desenho Animado, de Afonso Serpa, às 13h no CCBB Cinema. O filme é a versão animada do clássico literário Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto.

Às 14h rola a mostra especial Shaun the Sheep, no Memorial 1. A série, que já chegou a passar no Brasil, é produzida pelo estúdio britânico Aardman. O Anima Mundi traz episódios inéditos para você. E não é só a Inglaterra que está representando a Europa nessa edição! A França veio com tudo e cedeu dois clássicos da animação francesa para a gente: Le Planète Sauvage, exibido às 17h no CCBB Cinema e Chronopolis, que passa às 18h na Livraria Cultura 2.

À noite rola o segundo Papo Animado da edição São Paulo, com o gênio David Daniels que mostrará para nós o Strata Cut. Confira de perto e se encante com essas esculturas de massinha. Ou que tal um giro pela América Latina? Dê uma olhada no que de melhor está sendo produzido no Chile, na mostra Chilemonos, exibida às 19h no Espaço Unibanco 1.

E para fechar com chave de ouro, uma dica importante para os amantes dos clássicos surrealistas. Uma das sessões de curtas que merecem nosso destaque é a 16, conhecida como Surreal Mundi. O absurdo se faz sentir na tela através da animação caótica de diversos elementos. Entregue-se à perplexidade gerada pelos filmes Taevalaul, do estoniano Mati Küti, e Maska, dos incríveis Brothers Quay.

Stephen and Timothy Quay, mais conhecidos como Irmãos Quay, são uma dupla altamente reconhecida de animadores, cuja especialidade é o stop motion. Os gêmeos idênticos vivem na Inglaterra e trabalham juntos desde o tempo de escola. Eles desenvolvem um trabalho fascinante que envolve principalmente animação de objetos, bonecos e marionetes. Seus filmes são visualmente apelativos e instalam um estranhamento esteticamente trabalhado através de movimentações de luz, sombra e câmera. Figuras admiradas no Anima Mundi, dessa vez os irmãos trazem a história da bela Duenna, criada unicamente para cumprir uma missão, mas que se vê forçada a escolher entre o dever e o amor ao longo da trama perturbadora dos gêmeos. Prepare-se e assista o premiado Maska às 20h no Espaço Unibanco 3.

Diversão tripla!

Para as crianças que estão de férias e os pais que precisam tirá-las de casa, a dica hoje é ir até o Memorial 3 para ter diversão em dose tripla! Ao meio-dia, começa a sessão Panorama 6 – Infantil TV. O Anima Mundi traz uma coletânea de episódios de séries de televisão infantil vindos de várias partes do mundo, inclusive do Brasil. A ideia é mostrar o que está sendo produzido lá fora e dar às crianças diversão em tela de cinema! A mostra conta com episódios nacionais, do Reino Unido, da República Tcheca, de Taiwan e da Colômbia. A galerinha do Tromba Trem está na sessão, não perca!

Logo depois rola a sessão Futuro Animador 1. O painel Futuro Animador reúne os filmes produzidos por crianças e adolescentes que estão começando agora a descobrir a magia da animação. Alguns são iniciativas próprias e muitos são frutos de trabalho em equipe desenvolvido em sala de aula. Vale a pena conferir o trabalho desses animadores em potencial. Quem sabe os pequenos não se apaixonam pela coisa? E se os pais quiserem tentar depois em casa brincar de animar com seus filhos, a dica é baixar o MUAN e se divertir aprendendo e ensinando!

E para fechar com chave de ouro, às 15h começa a mostra especial Comkids – Prix Jeneusse, que reúne curtas incríveis, escolhidos a dedo pelo Midiativa – Centro Brasileiro de Mídia para Crianças e Adolescentes. A programação é não só divertida como também de qualidade. Destaque para o incrível Juan Pablo Zaramella, com o filme Viaje a Marte, eleito melhor curta-metragem pelo Júri Popular em 2005. Essa é uma sessão que criança (e adulto) nenhum pode perder. Confira aqui mais sobre o Midiativa.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Fernando Trueba apresenta Chico & Rita

No sábado dia 23 de julho tivemos a honra da presença do renomado diretor de cinema espanhol Fernando Trueba em nosso festival no Rio de Janeiro! Ele veio especialmente para apresentar e comentar uma sessão especial do Anima Mundi 2011 no cinema Odeon, com o longa convidado Chico & Rita. O filme estreia hoje no Anima Mundi São Paulo, às 22h na Livraria Cultura 2.

Fernando Trueba é autor de filmes memoráveis, como Belle Époque (que aqui ganhou o nome de Sedução), ganhador do Oscar de filme estrangeiro em 1993. Já fez até um filme no Brasil, Milagre no Candeal, documentário em que promoveu o encontro do músico cubano Bebo Valdez com o brasileiro Carlinhos Brown.

Chico & Rita é primeiro trabalho em que Trueba experimenta a linguagem e as técnicas da animação. Ele contou que uma de suas principais razões para fazer isto foi sua admiração pelo seu amigo e co-diretor Javier Mariscal, renomado artista gráfico catalão de mil e um talentos, que ainda não realizara seu sonho de fazer um filme animado. O filme conta ainda com um terceiro diretor, Tonio Errando, irmão de Mariscal que assumiu a supervisão da animação, feita em estudios espalhados pelo planeta. A sessão transcorreu com absoluto deleite da plateia, com as belas e sensuais imagens embaladas por música da melhor qualidade.

Marcos Magalhães, um dos diretores do festival, subiu ao palco depois do filme para entrevistar Fernando Trueba. Perguntou-lhe quais teriam sido em sua opinião as vantagens e as desvantagens da animação em relação à filmagem ao vivo. Trueba mencionou em primeiro lugar o longo tempo que leva a produção de animação - "somos uma pessoa quando iniciamos o filme e outra quando terminamos". Porém, ele adorou o resultado e pretende iniciar outra animação.

Para poder dirigir os animadores, ele teve que lançar mão da sua experiência com o ao vivo, filmando quase toda a história com atores, em Cuba, inclusive com as marcações de ângulos de câmera. Estas cenas, no entanto, não foram reproduzidas na animação com o uso de rotoscopia: serviram apenas como referência para os animadores redesenharem e animarem tudo. Também pesou nesta decisão o fato de que o trabalho de animação seria distribuído por todo o planeta: o filme teve cenas animadas em estúdios na Espanha, Hungria, Filipinas, Letônia e até no Brasil (pela Lightstar, empresa sediada em Santos, SP). Assim todos teriam uma forte referência de movimentos adicionadas à precisa direção de arte de Mariscal.

Fernando definiu o filme como um musical. O roteiro foi feito costurando as canções (alguns clássicos da música cubana e do Bebop americano) de modo a que letras e ritmos ajudassem a contar e conduzir a história. Como o nosso outro convidado, Shinichiro Watanabe, Trueba também é um aficcionado por música, especialmente o jazz, e para ele foi um prazer imenso regravar para o filme, com intérpretes escolhidos a dedo, estas canções consagradas.

Esperamos mesmo que Fernando Trueba prossiga em sua carreira com mais animações. Chico & Rita já se tornou um classico! A magia do filme foi comentada de boca em boca pelo público carioca e agora é a vez de São Paulo aproveitar o esse belo filme. Não percam!

Chico & Rita

Para assistir: Quarta, 27, às 22h na Livraria Cultura 2
Quinta, 28, às 21h no Espaço Unibanco 1
Sexta, 29, às 15h30 no espaço Unibanco 2
Sábado, 30, às 18h no Espaço Unibanco 3
Domingo, 31, às 21h na Livraria Cultura 1

Dicas animadas

O festival Anima Mundi está começando agora em São Paulo! E a programação é intensa. São cinco dias para mergulhar no mundo da animação dando um giro pela metrópole. Os filmes começarão a ser exibidos no Memorial da América Latina, mas logo tomarão o resto da cidade, chegando ao Centro Cultural do Banco do Brasil, no Cine Livraria Cultura e no Espaço Unibanco de Cinema na famosa rua Augusta. E o dia de estreia já começa com destaques incríveis, confira!

16h30 - Memorial 3
Dobradinha da sessão Panorama

A sessão Panorama Internacional tem como missão abrir uma janela para que todos os fãs de animação brasileiros possam conferir o que de melhor tem sido produzido no mapa mundial da animação. Reunindo uma rica coletânea de curtas oriundos de quase trinta países diferentes e que não fazem parte do circuito competitivo do festival, a sessão é de extrema importância para impulsionar o intercâmbio internacional e permitir que tomemos conhecimento das incríveis produções criadas lá fora e também aqui dentro.

Hoje, no Memorial 3 você pode aproveitar e curtir duas sessões seguidas. Às 16h30 começa Panorama 4. Dois curtas brasileiros estão na sessão. Destaque também para The External World do diretor David O’Reilly. O curta é marcado por um sarcasmo pungente, cuja profundidade é difícil de determinar. É promovida uma ruptura singela, porém radical, entre significado e significante de signos bastante difundidos na área da animação. Essa perda do referencial cria uma narrativa aparentemente desconexa e potencialmente estranha em um primeiro momento, mas altamente reflexiva. O filme foi premiado no 67º Festival de Filmes de Veneza e tem sido bastante reconhecido no circuito mundial de cinema e animação.

Depois de sentir-se deslocado com The External World, aproveite para mergulhar em realidade animada com a sessão Panorama 8 – Documentário. A ilusão do movimento passa a ser assumida como local retentor da verdade factual do mundo. Assim como em The Extenal World, paradigmas são postos em crise. Vale à pena conferir só pelo questionamento: pode uma imagem animada se assumir mais próxima do “mundo externo” do que o registro fotográfico documental? Ou podemos assumi-la até mais sincera visto que o externo não existe?
20h – Memorial 2
Papo Animado com Shinichiro Watanabe

Você já conferiu um pouquinho sobre Shinichiro Watanabe aqui no blog, mas nada como ouvir essa fera de perto. O gênio do remix animado se encontra hoje com o pessoal de São Paulo para contar sobre sua carreira e a forma como encara a produção de filmes. Aproveite para conferir o Papo hoje e assistir as mostras especiais com as obras do artista, ao longo da semana. Confira e não perca!

Mostra Shinichiro Watanabe
Filmes: Michiko e Hatchin; Animatrix: Kid’s Story; Animatrix: Detective Story; Genius Party: Baby Blue
Para assistir: Sexta, 29, às 21h na Livraria Cultra 1
Sábado, 30, às 20h no Memorial 1

Longa-metragem Cowboy Bebop

Para assistir: Sexta, 29, às 19h no Memorial 2
Domingo, 31, às 19h no Espaço Unibanco 1

A festa não pode parar!


A festa de encerramento do 19º Anima Mundi no Rio de Janeiro foi cheia de surpresas e com certeza muito emocionante. Além de curtir a coletânea dos melhores filmes nas opiniões do júri profissional e do júri popular, a plateia pode conferir os ganhadores dos concursos Anima Mundi Web & Cel e Água em Movimento, uma iniciativa do Banco do Brasil em prol da preservação da água. O ganhador deste desafio importante para o futuro do planeta foi o filme Essência, de Daniel Rabanéa.

Outro ponto alto da noite foi o prêmio concedido ao programa Animania, da TV Brasil, pela ABCA (Associação Brasileira de Cartunistas e Animadores). Eles mais do que merecem pelos anos de trabalho duro dedicados a promover a expansão da cultura de animação na TV brasileira.

E teve até pedido de casamento animado! Um curta-metragem que ninguém esperava foi rodado na grande tela da Praça Animada. O personagem principal? O nosso velho amigo Josué , do curta Josué e o Pé de Macaxeira, premiado pelo Júri Popular no Anima Mundi 2009. No filme, Josué saca do bolso uma pequena caixinha e para surpresa de todos revela uma aliança: “Simone, quer casar comigo???”, aparece logo em seguida. O pedido é animado, mas o casamento de Diogo Viegas, animador do carismático Josué, e sua namorada, Simone Scofield, será real! Ela disse “sim” na frente de toda a plateia. Quem sabe ano que vem eles não se casam na sessão de encerramento? Parabéns e muita alegria ao casal! Confira aqui a animação que marcou a noite!

O Anima Mundi no Rio de Janeiro completou dezenove anos de história marcando a vida de muitos de seus colaboradores e participantes. Os cariocas agora já começam a sentir os primeiros sinais de expectativa para a grande festa de comemoração do ano que vem, com o festival completando duas décadas. Mas ainda tem muitos lugares do Brasil que precisam ser animados e o primeiro deles será São Paulo! Começa hoje a maratona de cinco dias na capital paulista. Confira aqui no blog todas as dicas de programação e novidades e não deixe de aproveitar o festival!

domingo, 24 de julho de 2011

Lista de vencedores Anima Mundi 2011 - Rio de Janeiro

I CONCURSO NACIONAL DE ANIMAÇÃO PARA INTERNET – CCBB - “ÁGUA EM MOVIMENTO”

1º lugar - ESSÊNCIA de Daniel Rabanéa
2º lugar - CACHOEIRA de Rodrigo Eba
3º lugar - FÁTIMA! de Jeferson T. S. Hamaguchi

CONCURSO ANIMA MUNDI WEB&CEL 2011

PRÊMIO JÚRI PROFISSIONAL

1º lugar - WHEELS AND LOVE de Massimo Ottoni (Itália)
2º lugar - VOROBEJ KOTORYJ UMEL DERGAT‘ SLOVO de Dmitry Geller (Rússia)
3º lugar - AJUDANDO NOSSO MUNDO EM 60 SEGUNDOS de Marlon Amorim Tenório (Brasil)

PRÊMIO JURI POPULAR

1º lugar - O FEITIÇO VIROU CONTRA O FEITICEIRO de Bruno Sarracceni Tedesco (Brasil)
2º lugar - FAST FOOD de Christiano Borges (Brasil)
3º lugar - NUDE de Colin Reid (Irlanda)

PRÊMIO AQUISIÇÃO CANAL BRASIL
















FURICO & FIOFÓ de Fernando Miller (Brasil) - Curtas 6

FESTIVAL ANIMA MUNDI – JÚRI PROFISSIONAL













Melhor Filme* – PATHS OF HATE de Damian Nenow (Polônia) - Curtas 15












Melhor Animação – LUMINARIS de Juan Pablo Zaramella (Argentina) - Curtas 8












Melhor Roteiro – THE SAGA OF BIÔRN de Benjamin Kousholt (Dinamarca) - Curtas 7




















Melhor Trilha Sonora – DRIPPED de Léo Verrier (França) - Curtas 10












Melhor Direção de Arte – THE BACKWATER GOSPEL de Bo Mathorne (Dinamarca) - Curtas 13












Melhor Filme de Portifólio – LOSE THIS CHILD de Yuval & Merav Nathan (Israel) - Portfólio

*Este ano escolhido pelos Diretores ANIMA MUNDI junto com o Júri Profissional.

FESTIVAL ANIMA MUNDI – JÚRI POPULAR
Melhor Longa-metragem infantil












1º lugar - O LINCE PERDIDO de Raul García (Espanha)
2º lugar - CORAÇÃO E APETITOSO de Masaya Fujimori (Japão)
3º lugar - SONHOS ROUBADOS de Jesper Mølle e Sinem Sakaoglu (França; Alemanha)

Melhor Curta de Estudante













1º lugar - CHYBICKA SE VLOUDI de Aneta Kýrová (República Tcheca) - Curtas 7
2º lugar - HAMBUSTER de Paul Alexandre; Dara Cazamea; Maxime Cazaux; Romain Delaunay; Laurent Monneron (França) - Curtas 13
3º lugar - PARIGOT de Mehdi Alavi; Loic Bramoulle; Alex Digoix; Geoffrey Lerus; Alexandre Wolfromm (França) - Curtas 6

Melhor Curta Infantil











1º lugar - ORMIE, O PORQUINHO de Rob Silvestri (Canadá) - Infantil 4
2º lugar - A PONTE de Ting Chian Tey (Estados Unidos) - Infantil 2
3º lugar - FISGADO de Friedl Jooste (África do Sul) - Infantil 2

Melhor Curta Brasileiro













1º lugar - BOMTEMPO de Alexandre Dubiela (Brasil) - Curtas 3
2º lugar - FURICO & FIOFÓ de Fernando Miller (Brasil) - Curtas 6
3º lugar - OBSOLETO de Leandro de Souza Henriques; Victor Mendonça dos Santos; Heitor Mendonça dos Santos (Brasil) - Curtas 4

Melhor Curta















1º lugar - CAPTAIN AWESOME: THE RUMBLE IN THE CONCRETE JUNGLE de Ercan Bozodgan; Mikkel Aabenhuus Sørensen (Dinamarca) - Curtas 2
2º lugar - THE SAGA OF BIÔRN de Benjamin Kousholt (Dinamarca) Curtas 7
3º lugar - FLY de Alan Short (Reino Unido) - Curtas 8

Carlos Saldanha e a magia de Rio

Como era de se esperar, o Papo Animado com Carlos Saldanha lotou a Praça Animada. Um misto de curiosidade e admiração passava pela expectativa de ouvir o brasileiro que conquistou o mundo da animação e levou a Cidade Maravilhosa para salas de cinema no mundo inteiro. Retornando ao Anima Mundi para mostrar mais um sucesso de sua empreitada, Carlos Saldanha dividiu sua história e a da ararinha Blu conosco no último sábado.

Há vinte anos morando nos Estados Unidos, Carlos deixou o Brasil e o Rio de Janeiro para fazer um curso de animação em Nova York. Ele queria aproveitar tudo o que já tinha aprendido em ciências da computação, mas unindo tais conhecimentos à arte. Ele contou que levou um susto ao se deparar com tantos computadores disponíveis para uso, uma realidade muito diferente da brasileira. Começou a trabalhar dia e noite até que um professor o convidou para fazer mestrado na escola, onde teve a oportunidade de aprender elementos teóricos e artísticos da animação. A maioria dos demais alunos vinha de uma formação em artes, mas não tinham tanta facilidade com a parte digital. Ainda no mestrado, ele fez dois curtas. Um deles, Time for Love, foi apresentado no Anima Mundi 2002. “Esse é um dos únicos curtas que eu considero 100% meus e é ótimo tê-lo como parâmetro para avaliar meu próprio processo de crescimento”.

Antes que acabasse o mestrado, um novo convite foi feito. Dessa vez para trabalhar na ainda pequena empresa de animação de um professor, a Blue Sky. O clima era de grande expectativa no mercado de animação já que o primeiro longa-metragem, Toy Story, estava para ser lançado. A companhia não dava lucro na época, mas eles decidiram apostar. Por um tempo fizeram apenas comerciais, inclusive o da Bell Atlantic, exibido na mostra especial Carlos Saldanha. Ele conta que nessa propaganda teve a oportunidade de transformar a complexidade em algo simples, característica que ele julgava ser uma das possibilidades mais atraentes da animação. O comercial fez sucesso e abriu portas para a empresa. Para Carlos isso significou uma transição do papel de animador para a área de direção de filmes animados. Tornou-se supervisor de efeitos especiais no projeto seguinte, o filme Joe e as Baratas.

Com os treze minutos das divertidas baratinhas animadas, a Blue Sky alcançou outro patamar na indústria de animação americana, que nessa época passava por grandes mudanças. Os estúdios começaram a se juntar para criar companhias maiores e havia um burburinho de que novas produções em animação surgiriam. A Blue Sky acabou sendo incorporada à Fox. Logo surgiu a oportunidade de fazer o longa A Era do Gelo. Carlos assumiu a tarefa de dirigir o filme em conjunto com Chris Wedge. Alguns meses antes do lançamento, com o trabalho já pronto, a expectativa era grande. Se o filme fosse um sucesso, infinitas portas se abririam, se fosse um fracasso, provavelmente o estúdio seria fechado. Para estimular o pessoal do estúdio, Carlos decidiu que seria uma boa hora para embarcar em um projeto divertido. A estrela do curta seria o esquilo Scratt, personagem que não existia no roteiro inicial de A Era do Gelo, mas que logo se tornou queridinho do público. Surgiu então o “Gone Nutty”, um episódio hilário sobre a má sorte de Scratt. O curta chegou a ser nomeado ao Oscar, mas Carlos infelizmente não levou a estatueta para a casa.

Após o sucesso de Era do Gelo, a Blue Sky começou a fazer um filme atrás do outro. Robots, Era do Gelo 2 e 3, Horton Hear a Who, até que Carlos pode colocar em prática uma ideia que já vinha sendo sonhada há quase dez anos: um filme sobre o Rio de Janeiro. “Teve uma época em que começaram a surgir vários projetos sobre filmes na China, na França e eu comecei a me perguntar porque não um filme no Brasil”, contou o diretor. A ideia inicial foi fazer uma história sobre um pinguim. “Eu me lembro de ler muitas matérias de jornal sobre os pinguins que chegavam às praias cariocas no inverno e queria fazer um filme partindo daí”. Na trama, o animal acabaria preso por traficantes e teria que lutar por sua liberdade. Mas o filme seria menos uma busca para se livrar da prisão em gaiolas do que um processo de libertação emocional. O pinguim seria contagiado pelo calor carioca, o qual derreteria seu coração de gelo e o ensinaria a amar.

Na época, no entanto, vários outros filmes sobre pinguins estavam sendo produzidos, então a ideia teve de ser descartada, mas a essência da história permaneceu. Depois eles pensaram na ararinha azul, “que não é carioca, e sim baiana, mas isso são detalhes de Hollywood”, contou Saldanha. Até que nasceu Blu, um gringo de coração. Saldanha conta que o filme Rio é bastante autoral: “eu queria poder reconstruir em animação a sensação que tenho quando chego na cidade depois de muito tempo fora do Brasil, como se fosse a visão de quem vê pela primeira vez”. No filme, Blu passa por um longo processo até descobrir a sua brasilidade e assumir o Rio como sua casa.

Saldanha queria um filme colorido, alegre, que mostrasse não só a beleza fotogênica da cidade, mas também sua diversidade cultural, com muita música e carnaval. A viabilidade comercial não podia ser esquecida. O filme deveria ser didático e capaz de falar com todos. “Eu não estava fazendo um filme só para o Brasil”, comentou ele, “era um filme para o mundo, então precisava pensar em elementos que fossem familiares, com as quais as pessoas pudessem se conectar, mesmo sem conhecer a cidade”. Isso foi um desafio durante a produção do filme inclusive, já que apenas três membros da equipe haviam estado no Rio. Saldanha contou que chegou a trazer um grupo de animadores para visitar a cidade e até saíram na Sapucaí. “Trouxe eles aqui para que pudessem descobrir suas próprias impressões e não só se pautar no que viam em livros”. A viagem acabou sendo super positiva e aumentou o número de adoradores da cidade, agora ainda mais engajados com a história de Blu.

Os personagens demoraram por volta de seis meses para ganhar vida. O design de Blu foi terceirizado, desenvolvido em vários países, principalmente na Espanha. Antes de animar os personagens é preciso gravar a voz dos atores que irão representá-los. As gravações são filmadas para que a expressão dos intérpretes possa também ser incorporada ao processo de animação. Depois disso, algumas esboços são feitos em 2D, só depois sendo passados para o 3D. Um dos elementos mais difíceis foram as penas. A equipe da Blue Sky desenvolveu um software específico para animação dos pelos dos animais de filmes anteriores como A Era do Gelo. Essa tecnologia foi adaptada para que a textura da pena das aves fosse o mais maleável possível. Cerca de cinco milhões de micro penas foram dispostas no corpo de Blu. Isso aumentava em muito as possibilidades da animação, tornando o animal mais real. Uma vez constituídos por completo, começavam outros desafios da animação. Uma das grandes perguntas era: “será que o Blu samba?”. Saldanha contou que seria difícil animar um pássaro que sambasse. E quem conseguiu a façanha não foi um brasileiro com muito samba no pé, mas sim um finlandês com muita habilidade nas mãos para animar o passarinho dançarino.

Desenhar os humanos também foi um desafio. Saldanha não queria que eles fossem animados de forma perfeita tal como é em Avatar, por exemplo. Ele queria algo que mantivesse o lúdico da animação. Por isso os personagens humanos assumiram um lado mais caricatural. Custa muito caro animar humano por humano, então seis tipos básicos foram criados e neles variavam cor da pele, das roupas e do cabelo. Esses seis tipos foram os personagens principais, mas também compuseram todos os figurantes. Para criar multidões, a ideia é a mesma. No desfile da Sapucaí, cerca de quinze ciclos foram necessários para constituir as quatrocentas mil pessoas presentes nas arquibancadas. Para criar a favela, um dos elementos pelos quais os animadores mais se interessaram, foi utilizado o mesmo esquema: seis conjuntos de casa eram desenhados em 3D e depois encaixados como um quebra cabeça para criar toda a comunidade. O nível de perfeição na construção do cenário era tanto que eles chegaram a desenvolver um software só para animar o chão de pedrinhas portuguesas da orla do Rio. Tudo milimetricamente calculado. Ao longo do filme, inúmeras ferramentas tecnológicas foram desenvolvidas para lidar com alguns desafios de desenho gráfico.

Carlos Saldanha uniu a sua habilidade com os computadores à paixão pela sua cidade de origem e ótimas ideias para fazer um filme alegre, divertido e interessante. Rio levou um pouco do Brasil ao resto do mundo e os fãs já estão na expectativa do segundo. Mas o diretor desconversa: “geralmente quando o filme que dá certo, pedem para fazer um segundo. Mas ainda não há nada fechado, nem uma ideia de roteiro. Nesse momento não estou com nenhum projeto, vou aproveitar as férias!”. Onde mais? Na cidade maravilhosa é claro.

Os champloos animados de Shinichiro Watanabe

O Japão foi um dos poucos países do mundo a conseguir construir uma indústria de animação não só desenvolvida como também autossuficiente. Nessas terras distantes, a arte de animar acabou incorporando características muito próprias, surgindo assim o que conhecemos como Anime. Existe uma falsa ideia de que o mundo pode ser entendido de forma homogênea. Isso cai por terra quando nos damos conta da riqueza da linguagem animada japonesa e aceitamos que existem muitos outros jeitos e frequências de pensamento, para além do nosso modelo ocidental. Para aumentar cada vez mais o intercâmbio com os nossos antípodas animados, o Anima Mundi, com a parceria do Instituto Japão Pop BR, trouxe um dos maiores expoentes da animação japonesa, Shinichiro Watanabe.

Acompanhado de seu tradutor (o simpático Jo Takahashi, da Dô Cultural), Watanabe começou a contar sua história a uma plateia que lotou a Praça Animada e parecia muito ansiosa em saber um pouco mais sobre o diretor. A alegria de estar no Brasil era recíproca. Watanabe contou que desde jovem tem fascínio pelo nosso país e que por muitos anos esperou um convite para visitá-lo, até que se cansou e resolveu vir por conta própria para fazer turismo. Apaixonado pela música brasileira, ele ouve de tudo e incorporou nossa batida a seus filmes ao longo de toda sua carreira. Em um a de suas obras inclusive aparece um trio de senhores idosos, curiosamente chamados de Antonio, Carlos e Jobim.

Watanabe começou aos vinte anos com uma dúvida: cinema ou animação? Ele conta sorrindo que na época havia um boato de que animar era uma atividade bastante fácil, então ele acabou indo pela lei do menor esforço. Daí, saíram uma boa e uma má notícia para Watanabe: ele se encontrou na arte animada e descobriu o seu talento, mas logo logo viu que aquilo não teria nada de fácil. Ele precisaria ralar e muito. Em 1994, entrou para o estúdio Sunrise, como assistente de produção e procurou aprender tudo que podia até ter a oportunidade de co-dirigir o filme Macross Plus, continuação do bem-sucedido Macross. Shinichiro conta que seu papel no filme era dar suporte ao diretor principal, o que o frustrou por diversas vezes, pois o longa não estava se desdobrando como ele desejava. Alguns anos depois, foi recompensado com a liberdade de fazer uma série autoral, sucesso que rapidamente provou o talento de Watanabe: Cowboy Bebop.

Com a série Cowboy Bebop, o artista japonês conseguiu uma síntese de tudo que queria em animação. Spike, o personagem principal da série, é uma espécie de figura ideal que impactou profundamente toda a obra de Watanabe e fez parte da vida de inúmeros fãs ao redor do globo. Ele foi inspirado no ícone Bruce Lee, não só no que tange à luta marcial, mas principalmente à postura filosófica. “A maneira como Spike luta é quase coreografada e isso foi inspirado em Bruce Lee. Fiz meu animadores assistirem seus filmes inúmeras vezes”. A série tornou-se filme em 2001. Atualmente Watanabe está escrevendo o roteiro para transformar Spike em um ser de carne e osso. Keanu Reeves já deu algumas pistas de que gostaria de fazer o papel. Mas Watanabe, com a serenidade oriental esperada, disse que não há nada confirmado, pois em Hollywood é muito fácil que os projetos sejam cancelados. "A única coisa que temo é fazer um filme em life action que acabe como Dragonball Z...".

Dois anos depois de fazer Cowboy Bebop – O Filme, Watanabe foi convidado a dirigir dois episódios da série cult americana Animatrix, baseada no grande sucesso de ação ao vivo, Matrix. Os curtas Kid’s Story e A Detective Story foram apresentados durante o Papo Animado e Shinichiro contou um pouco sobre seu estilo de animação. Ele disse que é comum ser perguntado se foi usada a técnica da rotoscopia (técnica de animação em que se usa como referência um modelo vivo, frame a frame). Ele contou que algumas cenas com atores reais foram usadas para dar um parâmetro, mas que o desenho é animação desde o princípio. O episódio A Detective Story foi um acidente de percurso. Watanabe foi chamado de última hora para fazer um capítulo a mais, porque os produtores não haviam gostado do trabalho de outro artista escolhido. O curta teve que ser desenvolvido com um terço de tempo disponível para Kid’s Story. Por isso eles tiveram que diminuir as cenas de ação e colocar mais cenas paradas, recurso que, quando bem aplicado (como é o caso) diminui o tempo, mas não a qualidade.

Shinichiro nos falou também sobre sua relação com a música. Todos os seus filmes têm trilhas sonoras incríveis, mas o nível de envolvimento do diretor com a questão do som vai muito além de só escolher o que será tocado. Para ele a música é uma questão de conceito e isso o diferencia dos demais diretores. Em Cowboy Bebop, ele introduz a forma de pensar e sentir do próprio gênero Bebop, uma das correntes mais influentes do jazz, cuja essência traz uma aura de liberdade para a música. É um movimento que busca o fim do imperativo da partitura, abrindo caminhos para estilos mais improvisados e soltos. Shinichiro incorporou não só a batida do Bebop em seus filmes, como também adotou esse estilo para pensar e fazer a própria arte. Passou a conduzir seus filmes de forma diferente. Novos artistas eram bem-vindos à orquestra do filme a qualquer hora, de forma que a música se tornava cada vez mais rica pela incorporação de novos elementos. Além de soltar as rédeas da trilha sonora, essa liberdade foi adotada na produção de roteiro. Watanabe pedia dicas de todos, inclusive de pessoas que não tinham nenhuma experiência prévia. Um novato no estúdio acabou se tornando roteirista principal nessa brincadeira.

Logo vemos que Shinichiro é um gênio da composição. Ele une diversos elementos e cria um ambiente em que eles se potencializam mutuamente. O resultado é uma obra rica, variada, mas que não peca por falta de coesão e a harmonia. Isso pode ser sentido claramente na série Samurai Champloo, que estreou na televisão em 2004. Watanabe une a tradição serena dos samurais à modernidade intensa do hip-hop. Nas mãos de outros diretores, o produto dessa soma seria uma obra híbrida, dificilmente capaz de inspirar pela desconexão de seus elementos. Nas mãos de Shinichiro Watanabe, temos um fluxo narrativo integrado que nos mantêm presos do início ao fim. O casamento harmônico entre imagem e música é visceral para tornar isso possível. A música torna-se elemento narrativo contundente em que o fluxo de sua intensidade e ritmo tem como eixo de gravidade o momento dramático. O próprio nome da série faz referência a esse potencial integrador. Champloo é um prato típico de uma ilha no sul do Japão. É fácil de fazer: basta juntar o que você quiser e fritar! Essa é a essência da arte de Shinichiro: a união de todos os elementos pelos quais é apaixonado, equilibrando ingredientes para alcançar o melhor sabor possível. "Fiz um champloo de desenho animado".

Atualmente Shinichiro está trabalhando como produtor musical na série Michiko e Hatchin, ambientada em Paradiso, um país imaginário inspirado no Brasil. Ele contou que, quando soube disso, se ofereceu para trabalhar na trilha sonora. Sua função é reunir músicas para cada parte da trama e trabalhar em colaboração com o diretor de animação para entender o impacto da música em cada cena, procurando que imagem e som se integrem. A música da série foi encomendada a Kassin, um talentoso compositor carioca. Shinichiro disse torcer para que alguma televisão brasileira se interesse pelo programa.

Watanabe apresentou por último algo diferente de tudo que já tinha feito. “Nas minhas histórias existe muita matança. Depois de fazer uma auto-reflexão resolvi que queria fazer um filme em que ninguém morresse”. Daí surgiu o doce e delicado curta Baby Blue. Ficou claro que Shinichiro Watanabe é um artista de várias facetas. Mas sua especialidade reside justamente na habilidade de trabalhar os mais diferentes elementos não apenas somando, mas integrando. No resultado, vemos todos os ingredientes iniciais e algo mais. É nessa mais-valia que reside a mágica e o brilho de Shinichiro Watanabe.