Acontece hoje às 19h30 o último - e mais disputado - Papo Animado do festival no Rio. Já prevendo a grande procura, o aguardado encontro com Stephen Hillenburg, pai do ilustríssimo Bob Esponja foi programado para um espaço maior esta noite: a Praça Animada.
Stephen é o criador e produtor executivo de Bob Esponja Calça Quadrada, que hoje já é uma das séries de animação mais populares de todos os tempos, nomeada para o Emmy seis vezes desde 2002. Antes de virar animador, graduou-se em biologia marinha, e trabalhou como professor de ciências para crianças. Essa experiência mostrou a ele como as crianças são apaixonadas pela vida no fundo do mar. Mais tarde, ingressou na CalArts, onde fez o mestrado em animação experimental, concluído em 1992. Fora Bob Esponja, realizou também The Green Beret e Wormholes, exibidos em festivais do mundo todo. Logo mais o público poderá fazer suas próprias perguntas a Stephen, mas você já pode conferir uma prévia aqui:
Por que você abandonou a biologia marinha para ingressar na CalArts?
Ao concluir a graduação em ciências, me dei conta de que um dia eu voltaria para a universidade para estudar arte. A princípio eu pretendia estudar pintura, mas aí fui para um festival de animação e bateu... é isso que eu quero fazer! No fim de um dos filmes exibidos nesse festival vinha escrito “feito na CalArts” e eu pensei: “É pra lá que eu quero ir!”.
Quais animadores você admira?
É claro que há muitos, mas eu citaria o meu mentor e professor Jules Engel (diretor e fundador do Departamento de Animação Experimental na CalArts) e o animador holandês Paul Driessen.
Como surgiu a ideia de fazer a série?
Bob Esponja veio de uma história em quadrinhos educativa que eu escrevi em 1989 sobre a vida marítima da costa. No início havia muitos céticos em relação à história: “Ele é uma ESPONJA e mora dentro de um ABACAXI????”.
Quais são os desafios de fazer uma série animada para TV?
Diferente dos filmes, a TV é feita rapidamente e com substancialmente menos dinheiro. Você tem que fazer algo inteligente e engraçado, cumprir os prazos e não estourar o orçamento. O que é empolgante num programa de TV é que, por ser curto, você pode experimentar muitas ideias
que não seriam possíveis em filmes de longa-metragem.
Você está animado em participar desta edição do Anima Mundi?
Vou experimentar o meu português: Sim!!!
No fim não entendi se vai ou não ter papo animado com o hillenburg em São Paulo. No site diz que não, mas na grade de programação aparece " Guilherme Marcondes + Stephen Hillenburg"...
ResponderExcluirMariana, infelizmente o Stephen Hillenburg não pôde ficar para o festival em São Paulo, mas os seus curtas são exibidos nesta sessão juntamente com os do convidado brasileiro Guilherme Marcondes (sem a presença dos autores).
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