Ano passado o Anima Mundi completou dezoito anos. O processo de consolidação da figura social do animador – profissional e artisticamente – se confunde em todos os aspectos com a própria história de crescimento do festival. A animação brasileira transformou-se em um setor econômico sólido que hoje assume mais responsabilidades. Ao mesmo tempo, foi conquistada maturidade suficiente para identificar os obstáculos e desafios que figuram no horizonte de crescimento da profissão. Cresceram, sim. Mas isso não significa que estejam prontos. A pergunta é: e agora?
Com esse questionamento, Aida Queiroz deu início à mesa de abertura do sexto Anima Fórum, cujo tema proposto era Parcerias Público-Animadas. Após um período de intenso desenvolvimento da indústria de animação brasileira, o Fórum quer gerar o diálogo necessário para assegurar que as conquistas alcançadas até agora sejam garantidas e promover novas ideias para estimular ainda mais esse setor econômico nascente. Na mesa estavam presentes representantes do poder público e membros da Associação Brasileira de Cinema de Animação e da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão.
A primeira mesa do Anima Fórum 2011 foi de grande importância para que fossem traçados os principais obstáculos e desafios do setor. Nos próximos dias, tudo o que foi discutido de forma mais abrangente será esmiuçado em debates sobre Animação para Exportação e palestras a respeito dos desafios e demandas para o desenvolvimento de grandes blockbusters animados (“Rio” Quadro a quadro, com Carlos Saldanha). No último dia de evento será dado destaque ao processo de valorização do profissional da animação na palestra Portfólio – Quanto vale o seu trabalho? e algumas dicas para o estímulo à capacitação de professores em animação serão levantadas na palestra Anima Escola 10 Anos.

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